Escola de Governo

Desenvolvimento, Democracia Participativa, Direitos Humanos, Ética na Política, Valores Republicanos.

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Carlos Motta: A esperança permanece, equilibrista

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CARLOS MOTTA

Arte: Camila Camargo

A esperança permanece, equilibrista

por Carlos Motta

Há músicas e músicas.

Há músicas que de tanto tocar no rádio acabam esquecidas: doces demais, enjoam.

Há músicas que permanecem na memória coletiva porque representam um sentimento, uma época, um ideal.

É o caso de "Disparada", de Geraldo Vandré e Théo de Barros, vencedora do Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, no ano de 1966, junto com "A Banda", de Chico Buarque, e de "Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores", do mesmo Vandré, que ficou em segundo lugar no Festival Internacional da Canção de 1968, promovido pela Rede Globo de Televisão.

As duas são exemplos claríssimos de que a arte pode ser uma manifestação política de alto teor explosivo.

 

Curso de formação tem aula sobre Renda Básica de Cidadania com o vereador Eduardo Suplicy

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Na última sexta (01/12), o vereador e ex-senador Eduardo Suplicy falou sobre seu projeto pioneiro de Renda Básica de Cidadania e como esse deveria ser um dos Direitos Humanos, cativando a turma “Betinho de Souza” do Curso de Formação em Direitos Humanos para os servidores da prefeitura de São Paulo. A manhã de aula dupla também teve a exposição de Veridiana Alimonti, do Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social, sobre a concentração econômica dos meios de comunicação no Brasil.


A manhã de sexta-feira (01/12) foi de aula dupla para a turma “Betinho de Souza” do Curso de Formação em Direitos Humanos para servidores da Prefeitura de São Paulo, parceria da Escola de Governo com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) e a Escola Municipal da Administração Pública de São Paulo (EMASP), órgão da Secretaria Municipal de Gestão (SMG). Foram duas aulas que atraíram a atenção dos alunos, pelos temas e qualidade dos professores. Na primeira, Veridiana Alimonti, advogada e membro do Conselho Diretor do Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social, falou sobre o tema Mídia, com foco na concentração econômica dos meios de comunicação no Brasil. A seguir, o vereador e ex-senador Eduardo Matarazzo Suplicy empolgou e emocionou a todos ao falar sobre o tema que é o trabalho de sua vida: a Renda Básica de Cidadania.

Veridiana fez sua exposição começando com um panorama mundial da regulação dos meios de comunicação. Lembrou a criação das primeiras agências de notícias, ainda no século XIX, que utilizavam o recém-inventado telégrafo para transmitir informações, e o surgimento do rádio e da televisão no século XX. “A Europa tem um paradigma mais regulado pelo Estado, começando com redes públicas. Nos EUA, o paradigma é de meios privados, mas com regulação. Por exemplo, não permite que a mesma empresa tenha mais de um canal na mesma cidade. Na América Latina, no século 21. diversos países passaram a regular a mídia, mas no Brasil ainda há uma grande resistência. Na Argentina, que aprovou sua Lei de Meios em 2009, o governo Macri age pra flexibilizar a lei”, explicou, antes de exibir o trailer de um documentário gravado na Argentina sobre a luta em torno da “Lei de Medios” no país.

 

Muita emoção na primeira Oficina Pedagógica do Curso de Formação em Direitos Humanos

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Na terça-feira (21/12), o módulo de oficinas pedagógicas do curso promovido pela Escola de Governo, SMDHC e EMASP para servidores da Prefeitura de São Paulo teve muita emoção e compartilhamento de conhecimento na palestra da professora Ausônia Donato. Diretora pedagógica do Colégio Equipe, ela usou histórias marcantes de sua vida como educadora para falar sobre Prática Pedagógica e Aprendizagem.

O terceiro encontro do Curso de Formação em Direitos Humanos para os servidores de Prefeitura de São Paulo, ministrado pela Escola de Governo em parceria com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) e a Escola Municipal de Administração Pública de São Paulo (EMASP), órgão da Secretaria Municipal de Gestão (SMG), começou com muita emoção e aprendizado, na manhã da terça-feira (21/11).

Nesta terça-feira teve início o módulo das Oficinas Pedagógicas do curso, e a responsável por abrir esse módulo foi a professora Ausonia Donato. Diretora pedagógica do Colégio Equipe, doutora em Saúde Pública, com mestrado em Educação em Saúde Pública e Psicologia da Educação, Ausônia atual desde 1969 atua na educação formal, com foco na Saúde Pública, e se tornou uma das maiores especialistas brasileiras em educação e pedagogia, sempre defendendo uma pedagogia que ensine não pelo medo e pela dominação, mas pelo amor e pelo compartilhamento de conhecimento.

Antes de começar sua exposição, Ausônia pediu para os se apresentarem e contarem uma história marcante de sua vida escolar. Novamente, chamou atenção a diversidade de histórias de vida dos alunos, e todos tinham uma história interessante e algumas até emocionantes, sobre professores e momentos que marcaram sua vida na escola e eles lembram com vivacidade até hoje. Em diversos momentos, professora e alunos se emocionaram. E Ausônia, que sempre lembra como emoção e afetividade devem fazer parte da pedagogia, se emocionou e chegou a ficar com a voz embargada e lágrimas nos olhos.

Ao começar sua palestra, ela explicou porque começou pedindo para cada um contar uma história da escola. “Nosso tema é Prática Pedagógica e Aprendizagem, então pegamos elementos pra ir resgatando. Vamos discutir aquilo que é fundamental no processo de educação e socialização, a aprendizagem. A aprendizagem é o centro de toda discussão sobre educação, se não houve aprendizado não houve o ato de educação”. Logo ela afirmou que existem duas formas de educação. “Você pode educar pela restrição, pela dominação, em que nos sentimos impedidos de fazer coisas, e tem a educação que promove, faz ir pra frente, valoriza, aumenta a autoestima. Dependendo deste jeito de entender educação também entendemos a aprendizagem. Alguns acham que a aprendizagem se dá pelo medo. A gente se torna até adultos diferentes dependendo desse tipo de aprendizagem”.

 

Angra 3: as propinas não são o único problema

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por Chico Whitaker*

O resto do mundo abandona gradativamente a energia nuclear, por conta dos riscos. Por que deveríamos construir mais uma usina?

Angra 3: retomada polêmica das obras

A terceira usina nuclear planejada pela ditadura em Angra dos Reis transformou-se numa novela sem fim. As obras, interrompidas nos anos 1980, foram reiniciadas em 2010 e após vários percalços novamente interrompidas em 2016, por dificuldades financeiras do governo e pela descoberta de corrupção na Eletronuclear. Seu então presidente, o almirante Othon Pinheiro da Silva, foi condenado a 43 anos de prisão, pena que por razões de idade e saúde tem sido cumprida no seu domicilio.

Vem aí, tudo indica, um novo capítulo. Empresas russas e chinesas se oferecem para financiar a construção. E o almirante ressurge com cores mais favoráveis, na mídia e em redes sociais, como um herói nacional injustiçado, que teria sido derrubado em razão de suas atividades ligadas à soberania nacional (tecnologias estratégicas, submarinos nucleares e mesmo a bomba atômica sonhada pelos militares). Há até quem acredite que por trás da sua condenação estejam os mesmos interesses estrangeiros que ajudaram a derrubar Dilma Rousseff.

É necessário, no entanto, mantermos os olhos bem abertos: não é possível aceitar uma simples retomada da obra de Angra 3. Seu projeto só foi autorizado em 2010 graças a uma gravíssima irresponsabilidade funcional de nossas autoridades, entre elas o almirante, que criou um enorme risco para os moradores da região de Angra e das duas maiores capitais brasileiras. Mas muito pouca gente sabe.

Sejamos claros: trata-se da possibilidade de catástrofes que pesarão sobre muitas gerações. No momento em que alguns relativizam o histórico criminal do almirante, temos o dever de relembrar fatos.

Para a retomada da construção de Angra 3, no segundo governo Lula, era preciso um novo licenciamento. Os técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) elaboraram então em torno de 90 pareceres sobre os diferentes aspectos a considerar.

 

Para Ives Gandra: sobre direitos e privilégios

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São Paulo, 20 de novembro de 2017.

Prezado Ives Gandra,

Márcia Lima [1] para o Portal Geledés

Hoje, 20 de novembro, feriado nacional, resolvi dedicar parte do meu dia para responder às suas perguntas tão sinceras:

“Não sou nem negro, nem homossexual, nem índio, nem assaltante, nem guerrilheiro, nem invasor de terras. Como faço para viver no Brasil nos dias atuais?”

“E são tantas as discriminações, que chegou a hora de se perguntar: de que vale o inciso IV, do art. 3º, da Lei Suprema?”

Podemos começar pelo feriado de hoje que acredito ser mais um incômodo na sua lista. Hoje o Brasil celebra o Dia da Consciência Negra, uma data que para muitos é um absurdo. Afinal, mais um feriado. Celebramos Tiradentes, Independência, Proclamação da República porque não celebrar e reconhecer a luta contra escravidão, um massacre histórico contra uma população?

Saiba que como um homem branco heterossexual, o senhor pode continuar a viver tranquilo. Esse pequeno conjunto de direitos adquiridos pela minoria que tanto lhe incomoda, está longe de abalar o seu quinhão de privilégios assim como já está sendo devidamente retirado pelo ilegítimo governo de Michel Temer. Pelos dados mais recentes divulgados pela Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios, a situação dos negros deste país voltou a piorar. O senhor não verá nenhum dos seus preteridos na busca pelo emprego pelo simples fatos de serem brancos. Problema que a população negra historicamente enfrenta todos os dias. Os negros deste país, por conta do racismo e da discriminação contemporâneos, reforçados cotidianamente por estereótipos e violências do tipo “coisa de preto” são sistematicamente preteridos. Isso faz com que os negros representem 54% da população do país e correspondam a 75% dentre os mais pobres. Há muitos livros de renomados intelectuais (inclusive brancos, se o senhor preferir) que que vão lhe explicar isso direitinho.

 

O problema de nós brancos, por Xixo/ Maurício Piragino

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Não me surpreendeu em nada o racismo de William Waack.

Por por Xixo/ Maurício Piragino, do GGN

Também não me interessa agora saber se no bastidor desse episódio há disputa de poder e ‘puxada’ de tapete. Não o conheço pessoalmente. Mas, o que dizem alguns jornalistas é que ele é uma pessoa de trato difícil no trabalho, apesar de ter uma boa formação. E isso combina com o jornalismo que faz(ia) de péssima qualidade – na minha modesta opinião de espectador de seu telejornal – sempre com um viés de ódio, amargando as notícias através de grifos ou distorções, conforme seu interesse ideológico e partidário, cooptando o telespectador com uma aura infame de neutralidade mas, estrangulando com força o bom jornalismo. O Wikileaks revelou, em 2011, que ele foi um interlocutor da ‘realidade política brasileira’ para os norte americanos através de sua embaixada aqui no Brasil. Atividade normal para muitos. Não há o que condenar nenhum jornalista por isso. Jornalistas conversam. Procuram fontes e também são fontes. Porém, é difícil de acreditar essa inocência de um âncora de televisão da emissora de maior audiência do país, com grande poder de formar opiniões, que essa aproximação seja tão desvinculada de outros interesses.

O comportamento dele sempre me passou uma má impressão, de uma pessoa arrogante e insatisfeita. Talvez até infeliz. Não que eu acredite que a felicidade possa ser plena. Quem me dera! Deixei de acreditar em Papai Noel há algumas décadas. Mas, a infelicidade sim pode ser plena. E as pessoas infelizes estão muito perto do sentimento de ódio. E o ódio puro, como temos visto a torto e direito, beira à doença mental, no sentido de que toda doença mental, entre outras coisas, estabelece um padrão engessado de pensamento, convicção irracional e repetição, da mesma forma que os preconceitos. Portanto, os preconceitos são primos-irmãos dos distúrbios mentais. E o ódio também o é na medida em que se alimenta de preconceitos.

Vivemos em tempos do ‘ódio sem foco’, como diria o grande ativista Noam Chomsky. Isso, segundo ele, faz com que deixemos de ser solidários, incentivando o individualismo que estimula o menosprezo e enxugamento do Estado, suas políticas públicas de reparação, busca de equidade e bem estar social. Com o triunfo do grande capital, cai por água abaixo o grande modelo de pacto civilizatório construído a duras penas pela humanidade. Nesse contexto, interlocutores com grande alcance, como William Waack, que destilem ódio, são grandes servidores da causa do capital.

 

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