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A “nostalgia monárquica” e a cidadania ativa

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Quando ouvi o filósofo Mario Sergio Cortella, numa entrevista na tv a um ano, fez um comentário rápido sobre a “nostalgia monárquica”, fiquei intrigado.

O que ele queria dizer com isso?

Fui me lembrando dos acontecimentos recentes e fiquei relacionando os fatos e essa possível nostalgia monárquica, do tipo que vemos nos contos infantis de reis bonzinhos, princesas recatadas e do lar, príncipes encantados fortes e destemidos e fadas que sempre dão um jeitinho para resolver as coisas, e os conceitos de democracia.

Em todas as eleições somos bombardeados pelo Mkt eleitoral, explorando essa nostalgia.

A nós é vendido sempre um reizinho(a) bom, que vai resolver tudo do jeito que a gente gostaria.

 

As campanhas são extremamente monárquicas, nada democráticas, o legislativo entra na jogada sem nenhum valor, afinal, quem lembra em que deputado, senador ou vereador que votou?

Nos é mostrado de uma forma que o legislativo não tem valor nenhum, mas na realidade, como estamos vendo ultimamente, tem valor sim, e muito. Alguém já disse, “o presidente tem o cofre do país, mas o legislativo tem a chave do cofre”.

Quer mais importância que isso?

Um presidente, governador ou prefeito, não faz nada sem aprovação do legislativo, tornando a governabilidade em um grande foco de chantagens e conchavos para garantir a sobrevivência da corte e dos amigos do rei do momento e não se preocupando com o bem comum.

Sendo assim, podemos ver sua importância e devíamos nos preocupar mais em saber quem são eles e quais são os interesses financiados que eles representam. Mas, é muito complicado, é melhor pensar na lógica de achar um reizinho bom...

O “Fora Dilma” também foi definido pela nostalgia monárquica.

De uma forma menos sanguinária, mas simbólica, na praça pública, a ideia era essa, corta a cabeça do rei e coloca outro "bonzinho" no lugar.

E assim a guilhotina caiu. Agora o mesmo processo, fora Temer, - não gostei, coloca outro...

Mas sempre a serviço da nobreza. Enquanto isso são criados semideuses, tanto do Olimpo como da Marvel, exalando o odor podre do ódio, que tudo podem, tudo sabem, estão acima da lei, com objetivo de armar e disparar as guilhotinas e agradecer a plateia eufórica pelo sangue derramado.

Barbosas, Japoneses, Janaínas, Cunhas, Moros, Dallagnols, moralistas, pastores do Olimpo como o STF, MPF, CNJ, PF e demais letrinhas, são criados e idolatrados com capas de revistas e jornais e premiações para satisfazer essa nostalgia mórbida e depois são descartados.

Essa é a forma mais fácil e eficiente para a nobreza resolver seus problemas e atingir seus objetivos, com ajuda da imprensa empresa, criam e matam reis e semideuses da forma que melhor lhe convier, com cara de "democracia liberal" ou "capitalismo democrático". Mas sempre interferindo quando o ideal democrático se fortalece, processos de distribuição de riquezas são criados e direitos questionados.

Essa ilusão ou nostalgia monárquica sempre aflora quando a "cidadania ativa" começa a ser desenvolvida. É o grande pavor da concentração de renda da nobreza.

A ideia de democracia é muito complicada e perigosa para a nostalgia monárquica. Ter que encontrar o "vetor resultante" das forças que estão no jogo democrático não se tem controle, tudo pode acontecer. Principalmente se algumas dessas forças forem de cidadãos que, organizados e sabedores de sua força e de seus direitos entram no jogo, buscando o bem comum.

Quando alguma possibilidade de participação democrática e popular aparece, logo a nobreza surge, dirigindo-se a população monarquicamente nostálgica, como se esta fizesse parte desse seleto grupo, com o discurso - o que for bom para nós, será bom para todos.

Nós sabemos o que é melhor para todos - e assim, "rolling heads" e, sem nenhuma participação popular, mais um reizinho é criado com os complementos do Olimpo e da Marvel, num processo de desconsolidação da democracia.

 

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