Escola de Governo

Desenvolvimento, Democracia Participativa, Direitos Humanos, Ética na Política, Valores Republicanos.

  • Aumentar tamanho da fonte
  • Tamanho da fonte padrão
  • Diminuir tamanho da fonte
Escola de Governo / Artigos / É Nóis

É Nóis

E-mail Imprimir

Se é a sociedade quem define o país que queremos


Se enganam os que acham que nossa democracia de republiqueta é coisa de agora — que o digam os pobres, índios e negros de uma das últimas nações a abolir a escravidão. Um país aristocrático, que muito se orgulha por estar entre as 10 economias, mas pouco se envergonha como um dos 15 mais desiguais.

Um país que mais lamenta do que transforma, sem histórico de rupturas genuínas. Até sua independência foi proclamada por um membro da família real de quem o colonizou. O fim da ditadura veio junto com uma lei de anistia ampla, geral e irrestrita, inclusive para torturadores, tornando-os iguais aos torturados perante a lei.

 

O regime mudou mas as instituições ficaram, e com os mesmos que as moviam. O Judiciário, o IBDF que virou IBAMA, o INCRA com os senhores feudais, os prefeitos antes biônicos voltando depois como eleitos, as famílias da mídia que continuam aí, de Marinhos a Silvios Santos,… E por falar em TV, talvez o único no mundo com um programa no ar tão longevo chamado “Vamos Sair da Crise” (Gazeta), que varou da década de 80 pra 90 e só acabou por causa da crise, não pelo término dela.

Desde a “abertura”, o que mais vimos foram regras mudando com a bola em jogo. O mandato de Sarney passou de 4 para 5 anos. Seu sucessor foi impichado para anos depois ser inocentado, hoje está no senado, presidido por um antigo membro de sua tropa de choque. O presidente seguinte, FHC, instituiu a política de “cooptação” (ou de “coalizão”, na versão gourmetizada) para aprovar a reeleição já valendo para o próprio. Com o grupo politico que assumiu depois, vimos mais um impeachment em menos de 25 anos, em meio a mais um mega escândalo que confunde publico com privado. Só que o crime de responsabilidade que o tirou do poder estava relacionado com “pedaladas fiscais”. Aliás, um processo julgado por réus, sobretudo deste escândalo, presidido pelo maior deles. Assumiu um vice-presidente inelegível pela Lei de Ficha-Limpa, criada a partir de emenda popular para que condenados não ocupem cargos públicos.

Um Estado que privatiza é diferente de um Estado privatizado, como parece ser o case “Brazil”. Diante disso tudo, faz sentido os que dizem que é um país socialista para os ricos e capitalista para os pobres. Mesmo leis escritas continuam sendo lidas de forma diferente a depender da linhagem envolvida.

Enfim, é esse o país que temos. Nesse tempo todo, o que se viu foram muitos prometendo mudá-lo, mas que acabaram mudados por ele.

Se é a sociedade quem define o país que queremos…

Nóis é eles.

 

ENTRE EM CONTATO COM A ESCOLA!

Telefones: (11)3256-6338 / (11)3257-9618

E-mail: secretaria@escoladegoverno.org.br

ENDEREÇO:

Edifício da Ação Educativa - Rua General Jardim, 660 (sala 72), Vila Buarque, São Paulo (SP)

Veja no mapa


Importante

Sugestões para o Site
Compartilhe suas sugestões para melhorarmos o site da Escola de Governo.

Campanhas