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Escola de Governo e PUC-SP assinam Termo de Cooperação para formação política

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Maria Amalia Pie Abib Andery, reitora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), e Xixo Piragino, diretor-presidente da Escola de Governo, assinaram o termo que oficializa a parceria institucional entre as duas entidades. Cursos de formação, workshops, palestras e debates abertos à população, com o objetivo de elevar o nível de educação política no Brasil, estão entre as ações previstas.

Na tarde desta quinta-feira (07/12), a Escola de Governo conquistou um importante marco em sua atuação institucional de mais de 25 anos: a assinatura de um Termo de Cooperação com a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), uma das mais conceituadas universidades brasileiras. O diretor-presidente da Escola de Governo Xixo Piragino e a reitora da PUC-SP, Profª Drª Maria Amalia Pie Abib Andery assinaram o termo de cooperação em uma reunião na sala da reitoria, no Campus Perdizes da PUC-SP, em que também estiveram presentes o vice-reitor da PUC-SP, Prof. Dr. Fernando Antonio de Almeida, a chefe da gabinete da reitoria da PUC-SP, Profª Drª Mariangela Belfiore Wanderley, o diretor-secretário da Escola de Governo Pedro Aguerre e três dos fundadores da Escola de Governo: o Prof. Dr. Fábio Konder Comparato, a Profª Drª Maria Victoria Benevides e o Prof. Dr. Claudineu de Melo.

A assinatura do termo oficializa a aproximação institucional da Escola de Governo, uma entidade da sociedade civil fundada em 1992 para promover a formação política dos cidadãos na então nascente democracia, e a PUC-SP, que desde sua fundação, em 1946, pela Arquidiocese de São Paulo, por meio da Fundação São Paulo, se destaca como uma das principais universidades do Brasil, líder e referência em pesquisa, principalmente nas ciências humanas, e um dos mais destacados polos intelectuais brasileiros, além de um dos principais centros da resistência ao regime militar. Essa aproximação já acontece, na prática, desde a realização do Ciclo de Diálogos: O Lugar do Povo Soberano, que reuniu em cinco encontros na PUC-SP, entre outubro e novembro, intelectuais, ativistas e representantes da sociedade civil para discutir sobre o lugar que o povo brasileiro ocupa atualmente nas relações de poder da sociedade.

O termo de cooperação prevê que haja novas rodadas dos ciclos de diálogo, e muito mais. Estão previstos cursos, palestras, workshops, pesquisas, publicações, eventos e participação em editais. Entre as ideias que já foram discutidas e que estão sendo desenvolvidas em planos de trabalho específico pela equipe da Escola de Governo e da PUC-SP, estão o curso de educação continuada Formação de Governantes, destinado à difusão dos conhecimentos políticos e de democracia participativa, por meio da reflexão e análise crítica da conjuntura política e instrumentalização para a participação política ativa, diálogos institucionais com a CEDEPE (Coordenadoria de Estudos e Desenvolvimento de Projetos Especiais) da PUC-SP e outros departamentos e núcleos de pesquisa da universidade.

“Existe uma demanda dos movimentos sociais por formação”

 

Em suas colocações durante a reunião de assinatura do termo, a reitora da PUC-SP Maria Amalia Andery afirmou que a parceria com a Escola de Governo sinaliza um passo para a concretização de uma das suas principais propostas na candidatura ao cargo de reitora, para o qual foi eleita em junho de 2016 em eleição direta: abrir cada vez mais a universidade à sociedade, contribuindo para a formação dos brasileiros além dos muros na Academia. “Como estamos vendo, o público precisa de formação política”, disse. Foi acertada, por exemplo, uma aproximação com as Escolas de Cidadania das Comunidades Eclesiais de Base na periferia de São Paulo para oferecer formação política à população que mais precisa. “Existe uma demanda dos movimentos sociais por formação”, pontuou a professora Maria Victoria Benevides.

A reitora também declarou que pretende fazer um debate com candidatos à Presidência da República durante a campanha eleitoral do próximo ano, com o que a diretoria da Escola de Governo concordou efusivamente. “Estamos em sintonia. Também havíamos pensado em fazer debates”, brincou o professor Fábio Konder Comparato. A conversa foi amigável e divertida, afinal reunia antigos colegas e amigos que há décadas se destacam no debate intelectual e político brasileiro.

O diretor da Escola de Governo Pedro Aguerre, que também é docente na Faculdade de Economia e Administração, Contábeis e Atuariais (FEA) PUC-SP, contou à reitora sobre o curso de formação em Direitos Humanos que a Escola de Governo está realizando com servidores da Prefeitura de São Paulo, por meio de convênio com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), como exemplo de projeto que poderia ser replicado em parceria com a PUC-SP. Ele também lembrou das oportunidades para a disseminação de conhecimento trazidas pela tecnologia, e comentou que a formação em parceria com a SMDHC ainda se concretizará em videoaulas que serão disponibilizadas na internet.

Maria Amalia: “Temos trabalho pela frente”

A conversa não deixou de abordar o momento delicado por que passa o Estado Democrático de Direito em nosso país, e todos demonstraram preocupação com ataques de forças conservadoras à comunidade acadêmica e à educação brasileiras. A reitora citou a condução coercitiva do reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Jaime Arturo Ramirez, e da vice-reitora, Sandra Regina Goulart Almeida, pela Polícia Federal, ocorrida no mesmo dia. “Temos trabalho pela frente”, resumiu Maria Amalia Andery. O papel do Poder Judiciário na atual crise política também foi abordado.

Com formação na área de Psicologia, sendo uma das mais destacadas pesquisadoras brasileiras em Psicologia Comportamental, Maria Amalia fez uma análise psicológica da manipulação dos medos e angústias da população pelas forças reacionárias. Mas a reunião terminou em clima de otimismo, com todos reafirmando que a parceria entre Escola de Governo e a PUC-SP é uma forma de contribuir de forma positiva para os duros embates que estão sendo travados sobre o que deve ser nosso projeto de país.

Tanto os atuais diretores quanto os fundadores da Escola de Governo saíram com a impressão de que a assinatura do termo de cooperação é um capítulo importante da história da Escola. “Temos aqui o começo de uma nova etapa”, afirmou Fábio Konder Comparato. "Ficamos muito felizes por estabelecer essa parceria num momento que é de transição para a Escola de Governo e muito preocupante pela conjuntura do país e até internacionalmente. Vivemos tempos em que questões complexas são trazidas ao debate de forma simplista e, por isso, uma formação sólida na verdadeira política é fundamental, inclusive para ajudar esses novos movimentos que surgiram recentemente a serem mais efetivos. Quero destacar também a contribuição vital do desembargador Antônio Carlos Malheiros, que também é pró-reitor de Cultura e Relações Comunitárias aqui da PUC, por estender a mão à Escola de Governo e acreditar no nosso projeto e visão", completou o atual presidente da Escola de Governo, Xixo Piragino.

 

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