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Formatura do curso de Formação em Direitos Humanos teve emoção e sensação de dever cumprido

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Na tarde de 19/12, os 25 servidores municipais que fizeram parte da turma “Betinho de Souza” do curso

Formação em Direitos Humanos: Teoria e Prática, uma parceria da Escola de Governo com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) e a Escola Municipal de Administração Pública de São Paulo (EMASP) receberam seus certificados, confraternizaram e agradeceram aos professores e à equipe da Escola de Governo que organizou o curso.

Na última terça-feira (19), foi realizada no auditório da Secretaria Municipal de Gestão (SMG) de São Paulo, na Rua Boa Vista, centro da capital paulista, a cerimônia de formatura dos 25 servidores da Prefeitura de São Paulo que participaram da turma “Betinho de Souza” do curso Formação em Direitos Humanos: Teoria e Prática. O curso foi uma parceria da Escola de Governo com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) e a Escola Municipal de Administração Pública de São Paulo (EMASP), fruto de uma emenda parlamentar do vereador Eduardo Suplicy (PT), aprovada na Câmara Municipal.

Em uma tarde de muita emoção e sorrisos, os 25 alunos receberam da mesa, composta por Xixo Piragino, diretor-presidente da Escola de Governo, Pedro Aguerre, diretor-secretário da Escola de Governo, Isabel Rodrigues, professora-associada da Escola de Governo, Janaina Gallo, diretora-executiva do curso, e Rita de Cássia Silva, da Divisão de Capacitação e Desenvolvimento da EMASP, seus certificados, e fizeram o Juramento criado pelo Prof. Dr. Fábio Konder Comparato para todos os alunos que se formam nos cursos da Escola de Governo.

A formatura foi um momento de celebração e confraternização após os 15 encontros, em 11 dias, entre palestras, aulas, oficinas pedagógicas e vivências de campo, em que os alunos puderam aprender a teoria e a prática dos Direitos Humanos, e discutir seu papel hoje na cidade de São Paulo. Oriundos de diversos setores da administração pública municipal, os servidores trouxeram suas histórias de vida e perspectivas pessoais e profissionais sobre os direitos e como eles estão presentes (ou ausentes) no seu dia a dia lidando com a população paulistana, principalmente sua parcela mais vulnerável. Todos concordaram que o curso foi uma experiência ímpar de aprendizado não só para os alunos, mas para os professores, palestrantes e a equipe da Escola de Governo que organizou o curso.

Xixo Piragino: “só acredito em educação quando a gente também aprende”

“Neste momento de confraternização, quero apenas agradecer a vocês. Só acredito em educação quando a gente também aprende. Isto nos enche o coração de mais vontade de fazer o que a gente faz”, afirmou o diretor-presidente da Escola de Governo Xixo Piragino em sua fala inicial. Em seguida, falou Rita de Cássia Silva, da EMASP, que já foi aluna do curso de Formação de Governantes da Escola de Governo. “Eu fui aluna e sei o quanto esse conteúdo é rico e importante, tem relevância na nossa vida como servidores e cidadãos. Vocês estão de parabéns por terem perseverado. Principalmente em um tema como Direitos Humanos, que deve ser transversal e perpassa todas as áreas da administração, para tornar esta cidade mais humana”, disse.

A professora Isabel Rodrigues afirmou que a ideia do curso era trazer a uma formação em direitos humanos essa faceta mais prática, e relembrou que, agora, os alunos poderiam agir como socializadores do conhecimento adquirido. “A gente sabe que o curso não dá conta de preparar as pessoas para a socialização, vocês vão precisar de mais estudo, mas meu pedido é que vocês busquem agir como socializadores. O momento não é fácil para falar de direitos humanos, mas queria agradecer a vocês pela amorosidade com que conduziram esse processo”. Janaina Gallo, coordenadora-executiva da Escola de Governo, também falou sobre sua experiência como aluna da Escola de Governo, e deixou seu recado. “A Escola de Governo teve grande importância na minha vida e espero que vocês tenham levado um pouco disso. Temos que conquistar mentes e corações, quando a gente pensa em defesa dos direitos humanos não se trata só de defender certas atitudes, mas também de repelir outras”.

Pedro Aguerre, diretor-secretário da Escola de Governo, lembrou que, há três anos, foi feita a primeira formação. “Naquela ocasião deixamos um legado, a matriz curricular, e alguns multiplicadores, temos presente aqui hoje a Janete, representando esse grupo. A matriz é um legado para a sociedade que está correndo o mundo. Desta vez teremos três legados muito importantes. Primeiro as videoaulas, para ter um material público disponível, o segundo ampliar nossa expertise na formação de formadores, nossa responsabilidade agora é sistematizar uma formação teórica e prática de formadores, vai ser muito importante pra EMASP e pra Escola de Governo. O terceiro é o “nós”, vocês. Nas videoaulas vocês poderão ver também os fundadores da Escola, o professor Fábio, a professora Maria Victoria”, contou. Como parte da parceria, possibilitada por uma emenda do vereador Eduardo Suplicy (PT), a Escola de Governo também está gravando videoaulas que serão disponibilizadas ao público.

Chegou a hora do Juramento. Xixo Piragino explicou: “tem uma tradição que em todas as formaturas temos um juramento que os formandos fazem, criado pelo professor Fábio Konder Comparato. Espero que esse curso tenha despertado em vocês aquela chama que estava meio apagada, e, em algum momento, ela acende e vocês são as pessoas que levam os direitos para a população. Os servidores públicos precisam ser reconhecidos, é preciso demolir ideias equivocadas sobre os servidores. A cidade precisa muito de vocês para não ser vencida por todos os tipos de violência que podemos viver numa metrópole como essa. Mantenham a imaginação da construção de um futuro em que a felicidade humana seja um valor fundamental, em que possamos ter a tranquilidade de viver em uma sociedade mais justa, democrática e republicana. Não deixem que o trabalho burocrático apague essa chama que tem no peito de cada um de viver uma vida melhor. A Escola de Governo opera com muita vontade e pouco recurso, mas essa vontade gera coisas incríveis como esse curso”.

Então todos repetiram: “Comprometo-me em consciência a exercer uma ação política efetiva em defesa da dignidade da pessoa humana, do bem comum do povo brasileiro e do interesse nacional”.

Teve ainda música, cantada por um grupo de alunos, e também a fala deles, representados por três oradoras: Edna Cerqueira Santos Camillo, da divisão de Mediação de Conflitos da Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU), Elza Freitas do Nascimento, da Secretaria Municipal de Justiça, e Thamires Aparecida da Silva Lima, representante da Sociedade Civil. Elza falou primeiro:

“Defender e lutar pelos direitos humanos é algo que dá trabalho”

“A Declaração Universal dos Direitos Humanos é o principal documento que serve de referência de cidadania e direitos básicos para todos os habitantes do mundo, independente de cor, raça, nacionalidade, sexo, posição política. Podemos quebrar paradigmas, frases feitas, e desconstruir preconceitos. Como naquela frase famosa de Mahatma Gandhi: ‘seja a mudança que você quer ver no mundo’. Não se conformar com as injustiças naturais. Pois elas refletem as injustiças históricas. Direitos Humanos questionam, confronta, não aceita passivamente as desigualdades. Temos como exemplo Martin Luther King, um dos mais importantes líderes da luta pelos direitos dos negros, a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz, em 1964”. Ela também lembrou Rosa Parks, a costureira negra que foi presa a se recusar a dar seu lugar a um branco no ônibus, na cidade de Montgomery, Alabama (EUA), em 1955. “A história de Rosa Parks nos traz uma lição, de que não é necessário ter poder para mudar, apenas coragem”.

Elza prosseguiu falando da importância de desconstruir as percepções equivocadas em torno do tema Direitos Humanos, e encerrou: “Defender e lutar pelos direitos humanos é algo que dá trabalho. Estamos aqui aprendendo que a luta não é pelos direitos “dos manos”, tampouco pelos ‘humanos direitos’, mas sim pelos direitos de todos”, recebendo uma efusiva salva de palmas da turma.

Thamires, representando a sociedade civil, também falou bonito. “Até disse pro Xixo que acho que fui a pessoa que mais aprendi, não por intelecto, mas por capacidade de absorver junto com o meu cotidiano, e já comecei a aplicar o que vocês me ensinaram, e está surtindo efeito. Por isso estou muito grata não só pela oportunidade de estar aqui, mas pela forma como eu fui abraçada por todos vocês. Muitas pessoas de movimentos sociais de que eu faço parte falaram que querem participar dos cursos da Escola de Governo pois estão famintos das mesmas informações que eu passei a eles”.

Pra encerrar, Elza fez uma homenagem aos “mestres”, os professores e palestrantes que, no último mês, tocaram o coração e a mente dos servidores-alunos. “Tudo foi preparado com muito carinho, comprometimento e garra, com o objetivo de acrescentar, de maneira clara e precisa a importância do conhecimento e da formação em Direitos Humanos e como aplica-los. Para isso é fundamental um pensamento regado de sentimento, clareza, objetivos verdadeiros, e de sempre estarmos atentos às desigualdades e às injustiças. Somos servidores públicos e munícipes, com o objetivo de atender e aplicar, com muito cuidado e sabedoria, tudo o que nos foi ensinado. Esse curso foi uma porta aberta de ensinamentos, e não podemos deixa-la fechar. Para isso, precisamos divulgar a nossos colegas sobre a preciosidade que foram essas aulas”. Ela teve o cuidado de preparar palavras especiais para cada membro da equipe da Escola de Governo na mesa.

Após os discursos dos alunos, foi a hora da entrega dos certificados, com direitos a muitos aplausos a cada nome chamado, fotos e emoção. Coube a Rita de Cássia, da EMASP, as palavras finais, antes da foto final oficial com todos. “Um estado que não efetiva direitos é um estado que viola direitos. Não temos outra saída, ou estamos do lado de quem efetiva direito ou seremos violadores de DH. Como representante da Emasp digo que as portas estão abertas. Para vocês todos meus parabéns!” Após a cerimônia, era hora de comemorar, com um coffee-break especial no saguão do auditório, onde todos puderam confraternizar e trocar experiências mais uma vez.

Com a conclusão do curso de Formação em Direitos Humanos para os servidores municipais de São Paulo, a Escola de Governo encerra 2017 com a sensação de dever cumprido neste ano desafiador. Que venha 2018!

 

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